segunda-feira, 9 de março de 2026

Poesia - Escravo do celular

 Escravo do celular


Não posso dormir agora

Pois tenho que me informar

Ver o grupo dos amigos

Pois tenho que acompanhar

O que eles estão fazendo

Onde estão, com quem está


O meu filho está chamando

Para com ele brincar

Perdoe agora não posso

Pois estou no celular

Tenho um negócio importante

Não posso me atrasar


Grito alto pra mulher

Saia desse celular

A panela está no fogo

E o arroz vai queimar

Ela me responde assim

Calma aí que eu vou já


Chamo meu filho pra o lado

Quero lhe aconselhar

Ele fala agora não posso

O jogo vou terminar

Caso contrário o amigo

Vai me ultrapassar 


Chego na lanchonete

Apressado pra merendar

Vou logo pedindo a conta

E vou um pix passar

Correndo, rápido, veloz

E volto pra o celular


E quando vou ao banheiro

Não posso abandonar

Mesmo fazendo o dois

Ligado sempre vou está

É obra descendo abaixo

E eu preso no celular


Celestino Fonseca 

Palhano 10/01/2024




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