segunda-feira, 6 de julho de 2026

Poesia - A chuva

 A chuva


A chuva bate copiosamente no telhado

E eu deitado na minha rede a sentir

Os seus pingos, o seu cheiro, sua cor

Vira flor a semente a se abrir.


E o perfume misturado a seu cheiro

Na primeira pétala a se abrir

Tem a marca do perfume primeiro

Quase chego o seu corpo sentir


E a lembrança mistura com a saudade

Vejo uma lágrima dos meus olhos cair

Vem a chuva e lava minhas lágrimas

E a saudade não deixa de existir.


Celestino Fonseca

Barbada - 19/03/2023






Comemorações do dia

Dia Internacional das Zoonoses

Dia Internacional do Beijo [9]

Comores e Malawi — Dia da Independência

Início das Festas de São Firmino em Pamplona, Espanha

Aniversário do município de Teresópolis, Rio de Janeiro

sábado, 4 de julho de 2026

Poesia - Minha rua

 Minha rua


Desde cedo, a muito tempo 

Nesta minha rua eu moro

Nem água nem calçamento 

Veja a quanto tempo eu moro


Pois quando aqui cheguei

Não tinha o nome de hoje

Por isso peguei o mote

Nesse tempo a nossa rua 

Era Rua do Serrote.


Por muitas vezes ainda fomos

Pegar em carro de mão 

Água no açude da Santa 

Pra abastecer o rincão


E quando chegamos aqui

A primeira coisa que ouvi

Que essa rua era conhecida

Como rua do Chafariz 


Passou se o tempo

 e agora oficialmente 

Nossa rua recebeu 

outro nome diferente 

Para homenagear, 

um cidadão de descendência 

A qual o reconhecemos

E para ele dou vivas

A nossa rua hoje é 

Francisco Pedro da Silva


Para quem não o conheceu

Era um amigo, um irmão 

Francisco Pedro da Silva

O Conhecido Chicão 


Hoje nossa rua é calcada

Tem água, iluminação 

E de tudo tem um pouco

É uma rua composta 

De amigos, de irmãos.


Celestino Fonseca

Palhano 30/04/2024

Comemorações do dia

Dia Mundial do Biquini

Dia Mundial da Capoeira

Aniversário dos municípios de Antônio Gonçalves e Cândido Sales, na Bahia

Aniversário dos municípios de Beberibe e Sobral, no Ceará

Chuva em Barbada

 Chuva de ontem para hoje na comunidade de Barbada 6mm

Poesia - Escravo do celular

 Escravo do celular


Não posso dormir agora

Pois tenho que me informar

Ver o grupo dos amigos

Pois tenho que acompanhar

O que eles estão fazendo

Onde estão, com quem está


O meu filho está chamando

Para com ele brincar

Perdoe agora não posso

Pois estou no celular

Tenho um negócio importante

Não posso me atrasar


Grito alto pra mulher

Saia desse celular

A panela está no fogo

E o arroz vai queimar

Ela me responde assim

Calma aí que eu vou já


Chamo meu filho pra o lado

Quero lhe aconselhar

Ele fala agora não posso

O jogo vou terminar

Caso contrário o amigo

Vai me ultrapassar 


Chego na lanchonete

Apressado pra merendar

Vou logo pedindo a conta

E vou um pix passar

Correndo, rápido, veloz

E volto pra o celular


E quando vou ao banheiro

Não posso abandonar

Mesmo fazendo o dois

Ligado sempre vou está

É obra descendo abaixo

E eu preso no celular


Celestino Fonseca 

Palhano 10/01/2024




Comemoração do dia

 Astronomia

Afélio da Terra

Dia do Operador de Telemarketing

Aniversário do município de Ibitinga, São Paulo

Poesia - A chuva

 A chuva A chuva bate copiosamente no telhado E eu deitado na minha rede a sentir Os seus pingos, o seu cheiro, sua cor Vira flor a semente ...