A chuva
A chuva bate copiosamente no telhado
E eu deitado na minha rede a sentir
Os seus pingos, o seu cheiro, sua cor
Vira flor a semente a se abrir.
E o perfume misturado a seu cheiro
Na primeira pétala a se abrir
Tem a marca do perfume primeiro
Quase chego o seu corpo sentir
E a lembrança mistura com a saudade
Vejo uma lágrima dos meus olhos cair
Vem a chuva e lava minhas lágrimas
E a saudade não deixa de existir.
Celestino Fonseca
Barbada - 19/03/2023