Doença é provocada por meio de um parasita do pombo.
Prefeitura alerta sobre infestação do animal e os riscos
além da saúde.
Do G1 CE
FACEBOOK
Em Fortaleza, médicos dermatologistas registraram nos
consultórios casos de doenças de pele relacionadas ao piolho de pombo. O
dermatologista Renê Diógenes explica que a doença é provocada pelo pombo,
através de um parasita (ácaro) que pode transmitir doença sistêmica, como
meningite, doença fúngicas e bacterianas. Lesões causam intensa coceira, e elas
ficam muito inchadas, vermelhas.
saiba mais
Dermatologista explica sintomas da doença do piolho do pombo
Ceará registra cinco casos suspeitos da 'doença da urina
preta'
"Na pele, pode provocar alergia, como dermatite de
contato e processos inflamatórios", afirma o especialista. O médico aponta
como prevenção o uso de repelentes. Nos casos já concretos, o tratamento
indicado na pele é usar antialérgico e corticoide tópico.
Um dos casos na capital cearense foi de uma criança de 9
anos, que apresentou inflamações com vermelhidão na pele, e foi submetido a
medicamentos com corticóides, antialérgico, além de pomada. Inicialmente, os
pais acharam que era reação à picada de muriçoca, mas o menino relatou que
também sentia coceira no local e que as inflamações haviam crescido. A
dermatologista que atendeu a criança relatou que já havia recebido outros
pacientes com o mesmo quadro e apontou para doença relacionada ao piolho de
pombo.
O gerente da célula de Vigilância Ambiental e de Riscos
Biológicos, Nélio Morais, alerta para o problema de infestação de pombos nos
meios urbanos, inclusive em Fortaleza. "O pombo encontra na cidade água,
abrigo e alimento, tudo que ele necessita pra reproduzir-se intensamente e em
uma escala sem controle", diz.
Criança de Fortaleza tem doença do piolho do
Os danos, além dos problemas à saúde, afeta também os
patrimônios públicos, já que as fezes ácidas dos animais corroem estátuas e
outros materiais nos prédios. Outro problema são os riscos de acidentes aéreos.
Nélio apontou o trabalho em conjunto com a Infraero que vem minimizando o
número de pombos no Aeroporto de Fortaleza.
"Os pombos têm que buscar seu alimento de forma
natural, tem que se alimentar de inseto, larva de inseto, floração de vegetais,
e não outra alimentação, que inclusive faz encurtar a vida. É um erro alimentar
os pombos. Nós temos que ter um equilíbrio, e esse equilíbrio natural, a busca
natural do alimento, é que vai fazer a compensação desse processo",
ressalta.
Sobre como afugentar os animais, o gerente da Prefeitura
cita que existem diferentes tipos de repelente no mercado. "São
paliativos, mas ajudam. A própria naftalina muitas pessoas usam, ou meios
físicos, que você possa impedir acesso, sobretudo arame farpado enovelados,
porque eles necessita de uma plataforma fixa, base estável", orienta.
Outra atenção é quanto à higiene. "Tem que remover
permanentemente essas fezes, mas com segurança, usando jatos d'água, máscaras,
óculos e luvas".
Nenhum comentário:
Postar um comentário