Operação consorciada prevê R$ 600 milhões para requalificar
Poço da Draga.
Por G1 CE
Com obras paradas desde 2016, o Acquario Oceânico do Ceará
pode vir a concluído sem que sejam utilizados recursos do Estado. Governo do
Ceará, prefeitura de Fortaleza e M. Dias Branco assinaram nesta sexta-feira
(10) documento que prevê uma Operação Urbana Consorciada (OUC) para
requalificar da área do Poço da Draga, na Praia de Iracema, incluindo a
construção do Acquário do Ceará.
Algo em torno de R$ 600 milhões serão investidos na
requalificação, e o grupo cearense terá o direito de explorar a área
comercialmente. "A ideia é que através de uma parceria público privada, a
Prefeitura de Fortaleza disponibilize aquela belíssima área, para a qual o
Grupo M. Dias Branco está estudando explorar a área, seja para construções de
hotéis, prédios, enfim, eles que vão definir. Em contrapartida, vamos concluir
a obra do Aquário, com os recursos dessa parceria e fazer toda urbanização do
Poço da Draga, intervenção importante para melhorar a vida das pessoas que
moram naquela região", disse o governador Camilo Santana. O grupo não será
responsável pela gestão do Acquário.
Para a viabilização da Operação Consorciada serão realizados
estudos técnicos, com equipe multidisciplinar que avaliará aspectos jurídicos,
ambientais, turísticos e econômicos para a execução do planejamento. Até o fim
do ano haverá conclusão para divulgação definitiva de cada etapa do que será
feito. O andamento das operações contará com o acompanhamento da Secretaria do
Turismo e da Secretaria da Infraestrutura.
Maquete do Acquário Oceânico de Fortaleza divulgada em 2016
(Foto: Setur/Divulgação) Maquete do Acquário Oceânico de Fortaleza divulgada em
2016 (Foto: Setur/Divulgação)
Maquete do Acquário Oceânico de Fortaleza divulgada em 2016
(Foto: Setur/Divulgação)
Acquario
Localizado na Praia de Iracema, região onde se localiza o
Porto da Draga, o equipamento teve as obras iniciadas em 2012, com a previsão
de um custo de US$ 150 milhões e prazo para conclusão em 2018. Seis anos depois
e quase US$ 50 milhões investidos, a decisão pela concessão do Acquario para a
iniciativa privada veio após vários questionamentos do Ministério Público
Estadual e Federal.
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