Eles moravam há sete anos em prédio abandonado e não
recebiam os direitos trabalhistas.
Por Ranniery Melo e André Alencar, G1 CE
Doze operários da construção civil foram encontrados na
noite desta quarta-feira (11) trabalhando em condições análogas a de escravo em
Fortaleza. Agentes da Polícia Federal e auditores da Secretaria da Inspeção do
Trabalho e do Ministério Público do Trabalho, encontraram o alojamento
localizado na Avenida Rogaciano Leite, no Bairro Patriolino Ribeiro, a poucos
metros da Câmara Municipal de Fortaleza.
Os homens trabalhavam com reformas em apartamentos de luxo.
A situação do local onde moravam, contudo, era outra. Os fiscais do MPT
indicaram que os trabalhadores dormiam em redes e camas improvisadas, com chão
ainda no reboco, cozinha suja e o lixo depositado em uma vala. Havia um único
banheiro para todos eles, apenas com um chuveiro. As necessidades fisiológicas
eram feitas no matagal existente na área exterior do prédio.
12 homens são encontrados em condições análogas a de escravo
em prédio abandonado em Fortaleza. (Foto: André Alencar/TV Verdes Mares) 12
homens são encontrados em condições análogas a de escravo em prédio abandonado
em Fortaleza. (Foto: André Alencar/TV Verdes Mares)
12 homens são encontrados em condições análogas a de escravo
em prédio abandonado em Fortaleza. (Foto: André Alencar/TV Verdes Mares)
Ainda segundo os fiscais, os operários moravam no local há,
pelo menos, sete anos. Eles são naturais dos municípios de Beberibe e Acopiara,
no interior do Ceará. Durante esse período, eles recebiam menos de um salário
mínimo por mês e não tinham garantidos os direitos trabalhistas, como férias e
13º salário.
Os agentes vão agora tentar identificar os empregadores, que
serão autuados. O Ministério Público vai rescindir os contratos de trabalho dos
operários e ajuizar para que recebam todos os direitos acumulados pelo tempo em
que prestaram o serviço.
Nenhum comentário:
Postar um comentário