Mulheres são responsáveis por 59% das ações contra empresas
no Procon Fortaleza.
Por G1 CE
Cobrança indevida é a principal reclamação registradas por
clientes no Procon Fortaleza, órgão de defesa dos direitos do consumidor. Das
19.235 mil reclamações registradas no órgão em 2017, 7.977 foram por cobrança
indevida, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (3).
Houve uma redução no número de registros entre 2016 e 2017,
de 20.873 atendimentos em 2016 para 19.235 no ano passado. Para o Procon, a
diminuição "pode ser reflexo do respeito aos direitos do consumidor ou
ainda da resolução de problemas antes mesmo da abertura de reclamação".
Os dados mostram também que metade das reclamações (50,17%)
está relacionada a problemas com operadoras de cartão de crédito, financeiras e
bancos. Mulheres questionam os serviços e produtos mais que os homens,
representando 59% do público atendido.
Confira o ranking das principais reclamações em Fortaleza:
Cobrança abusiva é a reclamação mais comum de consumidores
cearenses
Cobrança indevida/abusiva: 7.977
Cálculo de prestação/taxa de juros: 2.391
Produto com vício: 1.549
Valor de reajuste (mensalidade de contratos): 621
Serviço não fornecido (entrega/instalação/não cumprimento da
oferta/contrato): 349
Não entrega/demora na entrega do produto: 344
Cálculo de prestação em atraso: 342
Valor do bem: 337
Reajuste abusivo (preço, taxa, mensalidade, etc.): 271
SAC - Resolução de demandas (ausência de resposta, excesso
de prazo, não suspensão imediata da cobrança): 237
Resolução dos problemas
Em 56%, os casos foram resolvidos entre o cliente e a
empresa por meio de audiências de conciliação. O índice supera o de 2016, que
havia sido 43,8%. Do total de 3.755 reclamações fundamentadas em 2017, 2.135
foram resolvidas em audiências. Em 1.620 casos, não ocorreu acordo entre as
partes.
A diretora do Procon Fortaleza, Cláudia Santos, avalia que o
aumento do índice de resolutividade demonstra que algo positivo está mudando
nas relações de consumo. "As empresas estão resolvendo mais os problemas
do cidadão que recorre aos órgãos de defesa do consumidor. Isso demonstra,
também a força que os procons possuem."
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