De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado, a criança
chegou com quadro de broncoespasmo.
Por G1 CE
Um bebê de um mês, Kaleb Levy Rodrigues Martins, está
internado no Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), em estado grave, após ter
recebido uma dosagem errada de medicação durante atendimento na Unidade de
Pronto Atendimento (UPA) do Bairro José Walter, em Fortaleza, na manhã deste
sábado (2).
A mãe da criança, Evilene Rodrigues, 19, conta que o filho
estava apresentando “falta de ar” e por isso o levou até o hospital
Gonzaguinha, no mesmo bairro. Ao chegar lá, foi informada de que o aparelho de
Raio X da unidade não estava funcionando e teria de procurar a UPA.
Evilene diz que, já na UPA, os médicos informaram que o bebê
estava bem e seria internado para dar medicação e controlar a respiração. Pela
manhã, por volta de 9h, uma enfermeira o pegou para realizar o procedimento.
Segundo a mãe, poucos segundos após o remédio ser injetado,
o bebê apresentou problemas. “Ele começou a endurecer e mudar de cor, eu gritei
que o meu filho tava morrendo e a enfermeira pegou ele e saiu gritando pedindo
ajuda”, relata a mãe.
Segundo a jovem, os médicos confirmaram que Kaleb teve uma
parada cardiorrespiratória. “Quando ele voltou, chorou muito e ficou cansado de
novo. Aí disseram que tinham que entubar para dar os medicamentos”, relembra
Evilene.
Kaleb foi transferido para o Hospital Infantil Albert Sabin.
De acordo com Evilene, ele está na ala de reanimação, aguardando vaga para UTI.
Por meio de nota, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa)
afirma que Kaleb foi atendido com quadro de broncoespasmo e recebeu a medicação
“epinefrina”, indicada para crise asmática, em dosagem maior do que a indicada.
Segundo a Sesa, “foi confirmado que a criança apresentou uma
reação adversa grave, por diversas causas”.
Ainda de acordo com a secretaria, uma sindicância será
instaurada na UPA do José Walter para apurar os fatores que levaram à situação.
“Após os resultados, encaminhamentos administrativos serão tomados para
minimizar os riscos de que situações como esta voltem a acontecer”, diz a nota.
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